sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

13/12/2012

Postado Por: with Sem Comentarios
Para Ana



Há cerca de dois anos nos sentamos nos bancos do metrô e eu segurei sua mão, lembro-me de como um velho parecia nos encarar, senti vontade de rir, mas não sabia se devia. A estação era a próxima, então descemos logo, você tirou uma foto de sua bolsa e me entregou, em seguida pediu que entregasse minha camisa, aquela que eu prometera trazer pra lhe dar. Pensando bem, tudo aquilo exalava despedida.
Da ultima vez em que te beijei você parecia tão apressada para ir embora e você foi, olhando para os lados, como se fossemos ser pegas. Então eu soube, aquela havia sido a ultima vez.
Essa noite, em meus sonhos, você resolveu voltar. Entravamos nos elevador com alguns parentes, você segurava meu coelho branco, todos parecíamos felizes, faríamos algo importante lá em cima. De repente comecei a cantarolar Wherever You Will Go enquanto te segurava pela cintura, talvez tenha te deixado desconfortável, porque quando a porta do elevador abriu, você correu, deixou o coelho no chão e me deixou mais uma vez. Me desesperei, ninguém entendia nada, me apressei em tentar pegar meu coelho para então ir atrás de ti, alguém gritou que iria acabar matando o bicho, aí eu desisti. Você sempre foge e eu sempre me desespero, é como os círculos, eles nunca tem fim. Em meus sonhos, assim como fomos na vida, você é quem foge e eu sou quem espera que retorne. 
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